Cá estamos nós no mundo onde as máquinas têm função na sociedade. Contudo a educação de milhares tem seguido a educação da necessidade de possessão e como tal, na necessidade constante de rivalizar conteúdos materiais para o desenvolvimento de mais tecnologias e maquinarias. Dado que é esta causa que está em jogo e mais nenhuma, será natural que as guerras continuem a produzir-se nas sociedades, das mais variadas formas e pelas mais diversas razões.
Basta ler, ver, ouvir, na rádio, na tv, nos jornais, o que ainda acontece pelo mundo fora. A continuidade da necessidade da imposição da vontade via o uso da violência para demonstrar força. Tudo isso cria-me dor. A dor cria-me sensações e essas sensações são traduzidas, ora em palavras ora em músicas, que são somente ilusões em formas de expressão. A arte serve esse propósito e ainda bem que se pode dar continuidade à liberdade de nos exprimir, para demonstrar que há outras formas de lidar com a dor além da forma que demonstra descontrolo comportamental, ou um controlo focado na destruição do próximo.
Com a liberdade vem o controlo da liberdade, pois há quem exceda os limites da mesma. Mas o que é isto de limitar a liberdade? Bom, se pensarmos em nós, como pessoas tão comuns quanto outras quaisquer, precisamos de algum controlo, ora de informação, ora de passagem, etc. O controlo é necessário até para duas vias de automóveis que se cruzam, e o controlo está no interior de cada um. Nada mais. O controlo pergunta e o controlo responde. Há um espaço de controlo entre todos. Com covid ou sem. Faz parte dos princípios de liberdade que apontam para o controlo da mesmo. "Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti". Mas melhor ainda é pensar assim: não se paga por perguntar. Era isso que todas as pessoas do mundo deviam fazer para lidar com a dor que sentem e nunca atacar quem está na mesma situação.
Seja como for, o mundo está a ficar cada vez mais intenso no uso das tecnologias e maquinarias com fins negativos e por isso, a maioria das pessoas sentem vontade de viver, livres de esquecer todo o conteúdo que têm de ter em mente quando estão a trabalhar. É na associação das festas, que aparece esta técnica, social e humana. Dançar, cantar, rir e dar descanso ao ritmo dos outros dias. É isso que acontece nas sociedades.
Na relação da informação, todos temos capacidades de ir ao encontro de possibilidades monstruosas, ora quando sentimos medo, ora até quando acreditamos cegamente. O que vale é que nada estava a acontecer na realidade, era tudo produto da imaginação, ou talvez não, pois o objectivo para mim, foi partilhar a mensagem sobre este meu presente existencial e todo o vosso futuro. Se por um lado toco em temas sensíveis, tento apontar ora para o perigo ora para uma possível solução, relativa à educação. Na vossa experiencia, poderão sentir algum pânico mas pensem na sorte que tiveram.
Na minha imaginação sou também um trovão, que está comigo, dentro de mim e sem mim. O trovão é uma espécie de mensagem simbólica. Ela representa a minha expressão que tem resultados no além de mim.
Ao invés, a natureza demonstra-se mais calma e relaxada. As florestas repletas de rios, pássaros, insectos, peixes e mamiferos. Parece relaxante, mas pode não ser. Depende sempre de quem é o viajante. Se conhece o terreno e se sabe o que fazer, pois tudo pode acontecer.
Mas para além do perigo que pode estar sempre à espreita, na verdade não há nada de mal ora comigo ora contigo, ora seja lá quem for e por isso, há que aproveitar e tentar divertir.
No meu sonho, sou o "quebra ruídos", significando assim que terei a capacidade de oferecer as respostas que outras pessoas estavam à procura, isto é, tirando-lhes as dúvidas, para terem maior capacidade de entendimento, sobre as várias coisas que se dedicaram. É por isso que lidero o caminho. Para que as próximas gerações se possam guiar a partir de tudo o que deixei.
Bom, sobre o que deixei, que são os textos que escrevi e as ideias que descrevi, existem estas músicas. Na verdade as músicas que fiz são para muitas pessoas um pouco ruidosas, pois foi assim que quis. Há albuns que as músicas têm mais melodias, mas neste e noutros mais, não existe essa procura. Com ambientes ruidosos ou secos, tem sempre uma batida para dar ritmo. Tendo em conta que não segui as normas que estão definidas para a maioria das músicas, 4/4, ouvir uma música inteira pode levar-nos a sensações estranhas. Como se diz, há certas coisas que primeiramente se estranham e que depois se entranham.